Parfois passa de loja no Porto à globalidade em apenas 20 anos

A ideia é simples e dinâmica: fornecer acessórios com design próprio, a bons preços, e renovar continuamente as coleções. Em 21 anos, a Parfois criou uma cadeia de 630 lojas em mais de 50 países e unidades de produção na Ásia

 

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Em setembro de 2015, a Parfois acrescentou ao seu catálogo peças de vestuário. Uma renovação que coincide com a aposta num novo conceito de loja, mais espaçosa, para melhor exibir toda a sua gama de artigos, que incluem as originais bijutarias e uma variada gama de acessórios

É líder de acessórios de moda em Portugal, está em 53 países, onde detém posições de mercado relevantes, tem equipas de designers próprios e aposta em dois modelos de expansão: lojas próprias e franchisadas. Volvidos 21 anos desde a sua fundação, a Parfois é hoje uma empresa global, que fornece e é fornecida por lojas e fábricas em todo o mundo.

Foi em 1994 que Manuela Medeiros, depois de uma das suas habituais visitas a Londres, teve a ideia de abrir a Parfois, uma loja de bijutarias inovadoras e apelativas a preços acessíveis. A iniciativa saldou–se pelo êxito por responder a uma lacuna do mercado português e apostar numa estratégia inovadora: a constante renovação dos stocks das lojas, a chamada fast fashion.

Hoje, com mais de 20 designers – em equipas no Porto e em Barcelona – a criar os artigos Parfois, a marca lança 3500 referências diferentes por estação. O que atrai uma vez por mês às suas lojas 70% das suas clientes e uma vez por semana 36%, que querem conhecer as novidades.

Ir para lá do Porto aconteceu à boleia da onda de expansão dos centros comerciais em Portugal. E a internacionalização deu-se por acaso, quando um retalhista da Arábia Saudita se mostrou interessado em levar a Parfois para o seu país. A partir de então a internacionalização passou a fazer parte da estratégia da empresa, que chegou já aos cinco continentes com uma cadeia de 630 lojas.

A estratégia de expansão passou pela aposta em mercados com grande potencial de crescimento na Europa, em África, na Ásia, nas Américas e sobretudo nas economias emergentes. Nestas, nomeadamente na China e na Índia, foi onde instalou os seus centros de produção. O resultado é a maior parte do seu volume de negócios ser realizado no exterior, que desde 2010 tem vindo a aumentar a uma média de 30% ao ano.

 

Texto: Adelaide Cabral
Foto: Parfois