Temos 6000 empresas a exportar para Espanha

O presidente do Banco Popular abriu a conferência com discurso otimista

 

Espanha é o principal cliente de Portugal, sendo cerca de 6000 as empresas portuguesas que exportam para lá da fronteira. As previsões dizem que as importações de bens e serviços espanholas vão crescer 6% em 2015 e que a tendência vai continuar para o ano. Razão por que o país vizinho representa uma excelente oportunidade de negócio para Portugal e para os portugueses.

29759650Esta foi apenas uma das ideias que Carlos Álvares, presidente do Banco Popular, frisou na quarta–feira no discurso de abertura da Conferência Mercado Ibérico, que teve lugar na Casa da Música, no Porto, onde os quase 300 lugares foram poucos para todos os que quiseram assistir. O evento marcou o encerramento da rubrica Economia Ibérica, uma iniciativa do Banco Popular em parceria com o DN e TSF, que desde abril  foi dando a conhecer as boas práticas de empresas nacionais que atingiram já uma dimensão ibérica e até global.

Para Carlos Álvares, “os empresários portugueses foram uns heróis”. Perante uma conjuntura adversa, com uma crise sem precedentes na economia moderna portuguesa, o peso das exportações no PIB nacional subiu para os 41% e estima-se que chegue aos 46%, afirmou o presidente do Banco Popular. “Isto quer dizer que os empresários fizeram o trabalho de casa, aproveitaram as oportunidades, foram lá para fora, abriram o mercado e estão a exportar francamente mais.”

“Em termos de relações comerciais, nós exportamos cerca de 11 mil milhões de euros para Espanha e importamos cerca de 19 mil milhões. O total são cerca de 30 mil milhões de negócios entre fronteiras”, concretizou Carlos Álvares. O responsável garante que há oportunidades para que continuem a crescer os negócios bilaterais e que o Banco Popular, pelo seu profundo conhecimento de ambos os mercados, está na posição ideal para apoiar as empresas ibéricas.

À margem destes dados, a iniciar o seu discurso, Carlos Álvares homenageou Rui Semedo, anterior presidente do Banco Popular e impulsionador do mercado ibérico e desta iniciativa, que morreu prematuramente em julho.

 

Texto: Adelaide Cabral
Foto: Pedro Granadeiro / Global Imagem